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Direita israelense aposta em Trump contra “Estado palestino”

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A direita israelense denunciou nesta quinta-feira as declarações do secretário de Estado americano John Kerry em favor de um acordo com os palestinos e disse apostar na chegada à Casa Branca de Donald Trump para enterrar a ideia de um Estado palestino.

A crise entre Israel e a administração de Barack Obama culminou na quarta-feira com Kerry defendendo uma solução de dois Estados, israelense e palestino, e condenando os assentamentos israelenses nos territórios palestinos ocupados, que dificulta uma tal solução.

A tensão aumentou em 23 de dezembro, quando os Estados Unidos se abstiveram no Conselho de Segurança da ONU, permitindo a aprovação de uma resolução contra assentamentos israelenses, um dos principais obstáculos ao processo de paz, paralisado desde 2014.

O primeiro-ministro israelense e líder do partido de direita Likud, Benjamin Netanyahu, foi rápido em denunciar o discurso “tendencioso contra Israel” de Kerry que acusou de ser “obcecado” com a questão dos assentamentos.

Mas a linha dura do governo, composta por falcões do Likud e ministros do partido nacionalista religiosoLar Judeu, foi ainda mais longe em sua crítica, especialmente porque o chefe da diplomacia americana atingiu uma questão sensível propondo que Jerusalém seja “a capital dos dois Estados”.

“Secretário de Estado americano John Kerry proponha então dividir Washington! Jerusalém era a capital do Estado judeu há 3.000 anos e continuará nos próximos 3.000 anos e para sempre”, lançou a ministra da cultura Miri Regev, membro do Likud, em sua página no Facebook.

A anexação por Israel da parte oriental de Jerusalém ocupada desde 1967 nunca foi reconhecida pela comunidade internacional. Os palestinos querem fazer de Jerusalém Oriental a capital do Estado que aspiram.

Palestina “retirada da agenda”

Os principais líderes da direita dizem abertamente apostar na chegada de Donald Trump na Casa Branca para alcançar seus planos de anexar a maior parte da Cisjordânia ocupada.

Esta ideia, por muito tempo confinada às discussões internas dos círculos da direita nacionalista religiosa, é cada vez mais mencionada publicamente, com a retomada das negociações de paz entre israelenses e palestinos sendo uma possibilidade muito remota.

Netanyahu mantém posições ambíguas, reafirmando seu apoio a uma solução de dois Estados e ao mesmo tempo comemorando o fato de o seu Governo ser o mais favorável da história de Israel à colonização.

Para o ministro da Educação de Israel, Naftali Bennett, líder do Lar Judeu, com a tomada de posse em 20 de janeiro de Trump a “Palestina será retirada da agenda”.

Estimando como “totalmente desconectadas da realidade” as propostas de Kerry para a resolução do conflito, disse ao site de notícias Ynet on-line trabalhar numa solução que envolveria a anexação de uma grande parte da Cisjordânia.

Pouco antes do discurso de Kerry, Donald Trump expressou apoio a Israel, tratado de acordo com ele “com total desprezo.”

“Israel forte!”

“Os israelenses estão acostumados a ver um grande amigo nos Estados Unidos, mas esse não é mais o caso. O começo do fim foi este acordo horrível com o Irã (sobre a questão nuclear), e agora (ONU)! Israel fique firme, 20 de janeiro está muito próximo!”

Netanyahu agradeceu em sua conta no Twitter “por sua calorosa amizade” e seu “apoio incondicional a Israel”.

No entanto, os comentaristas israelenses comentavam nesta quinta-feira que o presidente americano eleito evitou até o momento comentar diretamente sobre a questão dos assentamentos israelenses.

A colonização é considerada pela comunidade internacional como um grande obstáculo para o processo de paz, uma vez que as construções israelenses são realizadas em terras que poderiam pertencer a um futuro Estado palestino.

A Autoridade Palestina de Mahmud Abbas reiterou que após o discurso de Kerry estava pronto para retomar as negociações “no minuto em que Israel concordar em cessar” a colonização.

Cerca de 430.000 colonos israelenses vivem na Cisjordânia ocupada e são mais de 200.000 em Jerusalém Oriental.

Com informações http://exame.abril.com.br/

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